O novo acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia representa um marco significativo para a inserção do Brasil no comércio internacional. De acordo com levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), mais de cinco mil produtos brasileiros terão imposto de importação zerado na União Europeia. Esse texto busca analisar os impactos que o acordo pode trazer com essa abertura comercial.
Esse movimento não apenas amplia o acesso do país a um dos maiores mercados consumidores do mundo. Também pode influenciar profundamente a estrutura produtiva brasileira, a competitividade industrial e o posicionamento do Brasil em cadeias globais de valor.
Acordo Mercosul-UE e a ampliação do comércio internacional do Brasil
O tratado, assinado recentemente, é visto pela CNI como um passo estratégico para ampliar o acesso brasileiro ao mercado global. Hoje, os acordos preferenciais de livre-comércio dos quais o Brasil participa cobrem cerca de 8% das importações mundiais de bens. Com a implementação do acordo com a União Europeia, esse percentual deve subir para 36%, considerando que o bloco europeu responde por uma fatia relevante do comércio mundial.
O que significa ter imposto zero na União Europeia
Segundo a entidade, 54,3% dos produtos negociados no âmbito do acordo, ou seja, mais de cinco mil itens entrarão no mercado europeu sem tarifas de importação desde a entrada em vigor do tratado.
Nesse sentido, a redução tarifária imediata cria oportunidades concretas para setores exportadores brasileiros, especialmente na indústria e em produtos de maior valor agregado, que agora ganharão competitividade frente a concorrentes globais.
Transição gradual para redução de tarifas e segurança para a indústria nacional
Embora o acordo beneficie imediatamente milhares de produtos no lado europeu, a redução de tarifas do lado do Mercosul será gradual. O Brasil terá prazos mais longos, entre 10 a 15 anos, para eliminar tarifas sobre cerca de 4,4 mil outros itens, garantindo uma transição previsível e tempo para adaptação.
Consequentemente, essa transição pode permitir que empresas ajustem suas cadeias produtivas, invistam em tecnologia e planejem sua participação no novo cenário de comércio internacional com maior segurança estratégica.
Impacto do acordo Mercosul-UE na competitividade da indústria brasileira
Sob a ótica da indústria, a abertura comercial com a União Europeia pode significar um salto em competitividade. Ao eliminar tarifas de importação para a maioria dos produtos brasileiros exportados, o Brasil pode aumentar sua participação no mercado europeu, um dos mais importantes em termos de consumo e poder econômico.
Além disso, a perspectiva de acesso ampliado ao mercado global tende a estimular investimentos e práticas produtivas com foco em eficiência, inovação e diversificação de portfólio.
O papel da digitalização e da gestão eficiente de documentos nesse novo contexto comercial
Quando falamos em expansão de exportações e integração global, a gestão documental eficiente torna-se um elemento estratégico. A entrada de produtos brasileiros no mercado europeu sem imposto exige conformidade com regulamentos, padrões de qualidade e exigências alfandegárias rigorosas.
Nesse sentido, a automação de documentos, a interpretação inteligente de dados e a organização eficiente de informações confiáveis são fundamentais para:
- assegurar conformidade regulatória,
- reduzir gargalos operacionais,
- agilizar processos de exportação,
- e garantir rastreabilidade e transparência na cadeia de valor.
Esse é um ponto crítico para empresas que desejam aproveitar as oportunidades abertas pelo acordo sem comprometer a eficiência operacional.
O futuro do Brasil no comércio internacional pós-acordo Mercosul-UE
O acordo Mercosul-UE, além de buscar zerar o imposto para 5 mil produtos brasileiros, tem potencial para redefinir a presença brasileira no comércio global, ampliando mercados e abrindo novas possibilidades de crescimento para setores produtivos e exportadores. Ao combinar abertura comercial com estratégias robustas de automação e gestão documental, empresas brasileiras estarão melhor posicionadas para competir em mercados externos.
Nesse cenário, ferramentas tecnológicas que aumentam a velocidade, precisão e segurança na gestão de informações, inclusive documentais, não são apenas facilitadores operacionais, mas sim diferenciais competitivos essenciais para o sucesso no ambiente globalizado.
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